terça-feira, 7 de junho de 2011

Amamentação: a Importância do Resguardo

 
   



  Assim que o bebê nasce e durante os próximos dois a três meses após o parto, a mulher passa pelo estágio de puerpério que consiste em um momento de novas experiências físicas e psicológicas. É importante que a mulher tenha consciência das complexidades desta fase, consiga se estruturar e se preparar da melhor forma possível, pois, é neste contexto que se inicia e se estabelece o aleitamento materno.









   
      O puerpério era denominado popularmente como “resguardo” e culturalmente na antiguidade os povos reconheciam a sua complexidade. Esta fase era radicalmente respeitada pelas famílias e intuitivamente proporcionavam à nova mãe o merecido repouso e resguardo às tarefas sociais e domésticas. No decorrer dos anos, estas famílias foram se tornando cada vez mais nucleares (pai-mãe-filhos). A ausência diária de outros parentes próximos e amigos fez com que a ajuda necessária para o resguardo da mulher no puerpério ficasse cada vez difícil. Por vezes, a mulher moderna é obrigada a retornar precocemente aos afazeres domésticos, o que não ocorria antigamente.
     Conseqüências da atualidade que atrapalham o aleitamento materno:
  • Excesso de tarefas: falta de ajuda e suporte no lar e do serviço de saúde para que a mãe possa cuidar de si e do recém nascido, ausência de apoio do companheiro, familiares ou amigos, fadiga física e psicológica.
  •  Ausência de um modelo para seguir, ou seja, não ter convivido com mulheres que amamentaram como pratica benéfica e natural.
  • Desejo materno de retomar as atividades fora do lar (amamentar restringe algumas das atividades externas da mulher);
  •  Estar temporariamente impedida de desempenhar vários papéis ao mesmo tempo: de mãe de outros filhos, esposa, dona-de-casa, profissional, estudante e outros;
  •  Receber orientações confusas e muitas vezes incorretas de meios de comunicação que estão  facilmente à disposição das mães modernas.
  •  Bico de borracha oferecido de forma desenfreada e corriqueira;
  • Baixa autoconfiança: insegurança quanto ao seu desempenho materno, confiar mais na mamadeira do que o próprio leite.
Algumas dicas:
  • Se poupe de trabalhos desgastantes.  O importante é sempre que possível delegar tarefas, estabelecer prioridades às ações. Têm serviços que podem esperar. Aquela que quer ser “super” em tudo acaba estressada, nervosa, irritada, cansada, desentendendo-se com todos que a cercam.
  • A função de cada um (mãe, pai, filhos, avós) deve ser discutida na gestação: a parte prática, administrativa, o esquema de trabalho e o recém nascido.
  • Analise o ambiente de seu lar e consiga meios para dormir. Para que seu leite seja suficiente para seu bebê, você precisa e deve descansar.
  • Não tente impor normas rígida ao bebê nem a si própria. Procure ficar tranqüila. O bebê chora e avisa se algo não está bem. O bebê deve mamar no momento e hora que ele desejar e você devem estar preparada e tranqüila para isso.
     Lembre-se que apesar do resguardo da mulher ter sido mais respeitado na antiguidade, hoje no mundo moderno isto pode ser resgatado e, além disso, podemos usar de toda tecnologia para o benefício nosso e do bebê.

Esta Matéria está na Revista Guia do Bebê em Junho/2011

Dra Karina Falsarella
É Dentista Especialista em Odontopediatria
Odontologia Intra-Uterina, Neonatal e Aleitamento Materno

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