segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Condicionamento psicológico infantil no Consultório Odontológico

O Dentista em toda nossa história esteve associado com sentimento de MEDO, ANSIEDADE NEGATIVA, ANGÚSTIA e HORROR

No entanto devemos compreender que a odontologia moderna proporciona conforto e bem estar aos seus pacientes, mesmo em situações de desconforto diante de um tratamento curativo invasivo.

A odontologia evoluiu tanto que HOJE a odontopediatria, antes especialidade desvalorizada passa a ser fundamental para o sucesso da saúde bucal.

Hoje, sabe-se que o segredo é EDUCAR os filhos para uma higiene bucal adequada, com escovas altamente eficientes, com a frequencia periódica ao dentista é um hábito rotineiro que deve ser implantado na cultura de nosso país e do mundo.



As escolas conscientes já possuem esta visão de educação para higiene bucal e já conduzem suas crianças a enxergar que o dentista deverá fazer parte de sua vida como a propria escola para assim prevenir o desconforto (pois hoje sofrimento não existe mais na odontologia) de um tratamento odontológico futuro.

Então percebe-se que a geração atual que já esteve criança em clinicas odontologuicas infantis AINDA tem medo, pois quando eram levados ao consultório odontopediatrico já era para tratamento, e já vivenciaram o desconforto em estar presente num tratamento.

Mas ainda sim levam seus filhos para que seja feita a prevenção! 

A prevenção começa com o condicionamento psicológico desta criança ao ambiente clinico. Quanto menor for a idade desta criança e quanto for maior a frequência desta nos retornos ao dentista haverá um sucesso maior e consequentemente o desconforto dará lugar ao BEM ESTAR físico e emocional desta criança que se tornará um adulto sem medos e seguros da higiene bucal.



Muitos pais se frustam ao levar seus filhos pela primeira vez ao consultório e quando bebês choram muito, pois estão na fase oral e incomoda o fato de alguém desconhecido (ou conhecido, pois os pais mesmos tem dificuldade em higienizar os dentes da criança) mexer na boca deles. Quando a criança já é maior, muitas vezes ela SENTE o medo e angustia dos pais e refletem isto durante a consulta, uma ansiedade negativa com medo do desconhecido. É comum o pai chegar na clinica e dizer: "Não vai doer, não, viu filha(o)" ...

Ou seja... quem está dizendo pra ela que "pode ser que doa" é o proprio pai ou mãe...

A criança precisa criar vínculo com o profissional, se familiarizar com o ambiente, precisa olhar, sentir, pegar na mão os instrumentos,se sentir a vontade na cadeira e para isto o odontopediatra precisa de TEMPO e muitas vezes os pais não compreendem que este TEMPO não dura um dia... dura o ritmo desta criança.

A prevenção traz satisfação, o lúdico deve estar presente e o tempo deve ser respeitado e o bem estar se instala neste contexto naturalmente só não pode interromper este processo.

E para finalizar só a título e FORMAÇÃO, segue o retirei do link abaixo:
(http://www.odontologiainfantil.8m.com/publicacoesa19.htm)

TIPOS DE CONDICIONAMENTOS OPERANTE
Reforço Positivo
Se uma consequência agradável segue uma resposta, a resposta foi positivamente reforçada, e o comportamento que levou a essa consequência agradável se torna mais provável no futuro.
Reforço Negativo
Envolve o afastamento de um estímulo desagradável após uma resposta. Ela meramente se refere ao fato de que a resposta que é reforçada é uma resposta que leva à remoção do estímulo indesejável.
Omissão
Envolve a remoção de estímulos agradáveis após uma resposta particular. Pelo fato das crianças estarem aptas a chamar a atenção de outros como estímulo agradável, negar atenção após um comportamento indesejável é um uso de omissão que provavelmente reduz este comportamento.
Punição
Ocorre quando um estímulo desagradável está presente após uma resposta. Isso diminui a probabilidade de que o comportamento que ativou a punição ocorra no futuro.


beijos

Karina

Encontro de BEBÊS OUTUBRO de 2011 !!!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Meus filhos nasceram de cesaria, usaram chupeta e um usou mamadeira !

Hoje eu defendo o parto normal e a amamentação muito mais do que antes...

O que me faltou foi preparo, apoio, confiança e empoderamento na época. É por isso que HOJE eu, como profissional da saúde, procuro buscar informação correta sobre o assunto, apoiar a maternidade consciente e o empoderamento da mulher, pois já me senti vítima como mãe e me sinto por conta disso responsável como profissional para mudar paradigmas e quebrar tabus.

Ahhhh.... se eu tivesse a vivência e conhecimento de hoje, muito coisa podia ter sido diferente, mas foi bom que aconteceu, nada é por acaso nesta vida!

Cesaria eletiva do Davi

Eu desejei parto normal, Eu achava que estava preparada, eu achava que sabia como proceder diante de um trabalho de parto, eu procurei obstetras para fazer meu parto colocando toda expectativa neles... minhas expectativas eram nas consultas de ultra-som e no Dr. Google, este que muitas vezes me mostrava assuntos maravilhosos sobre parto normal e outras vezes histórias bem tristes e de insucesso. Meu primeiro erro foi colocar toda expectativa no médico, pois o médico faz a cesaria, mas o parto normal ele só assiste quem faz é a mulher e o bebê... esta parte eu ainda não sabia... 
Fiz todos os cursos de todos hospitais e como coloquei todas expectativas nos obstetras mudei... mudei 5 vezes de médico. E ainda sim, depois de descobrir que meu bebê era ENORME e tinha circular de cordão eu apavorei... fui crente que meu obstetra ecolhido (em outra cidade) fosse me tranquilizar, já que havia lido que circular de cordão não era indicação de cesaria... ele me aterrorizou ainda mais para o parto normal e me tranquilizou de tal forma para uma cirurgia de cesaria que me fez acreditar que seria melhor mesmo. E então esta foi agendada com meu filho ainda 38 semanas.

Um sensação estranha estar numa maca, sendo levada ao centro cirúrgico, tudo muito gelado, todos estranhos, a insegurança aumentava, e o ponto de interrogação ??? passa tanta coisa na cabeça e a vontade de ter seu marido ao seu lado é muito grande, mas infelizmente ele entrou quando eu já estava anestesiada, deitada amarrada, com soro e que mal podia ver se era ele mesmo. E então eu só ouvia, e tentava ver alguma coisa pelo refletor do centro cirurgico. A pior sensação que senti, a mais horrível foi não sentir as pernas,  e quando ele nasceu? Eu fui a última a vê-lo, descreveram ele antes de tudo: "É lindo", "É um meninão", "ele chora forte"... "parabéns mamãe", eu o vi meio de ponta cabeça  e então preocupadíssma tentei ver o pediatra examinando ele... "ele está bem?" perguntei várias vezes... E então após alguns minutos trouxeram ele aqui pertinho e ele parou de chorar, foi lindo? LÓGICO que foi! Foi maravilhoso! Poderia ter sido melhor? acredito que sim... mas foi bom!
Aí meu marido foi tirado da sala, médico, auxiliar, anestesista...foi ficando tudo gelado novamente, eu não mexia minhas pernas, e só ficou eu, o bebê no bercinho ao meu lado e eu só podia olha-lo mais nada... e ficou uma enfermeira arrumando a sala para outra cirurgia, pedi para que ela me ajudasse a amamentar ali mesmo no centro cirúrgico, ela pegou o bebê colocou no meu peito e saiu de perto......... acreditem se quiser foi assim mesmo.... imaginem a cena: EU deitada anestesiada meio corpo, com soro e com um bebê batendo a cabeça nas minhas mamas e chorando no meu colo SOZINHA... ele ficou roxo, roxo... e eu não podia fazer nada, então gritei: "ENFERMEIRA"  ela veio e disse, ai meu Deus, ele está cianótico, vai para UTI e lá ele ficou 30 min. Me encheram de cobertor  e fiquei só, pensei tanto na vida....


Não entendo como tem mãe que diz que passar por estes procedimentos todos é tranquilo... algumas pode ter sido menos pior que a minha, outras piores, mas de uma maneira ou de outra todas as cesarias passam por este protocolo e não é nada, mas nada mesmo agradável.

Bom, eu graças a Deus estava empoderada para amamentar e a gente sente que está preparada mesmo e que quer aquilo, neste caso eu amamentei maravilhosamente bem, tive algumas dificuldades que me fizeram aprenser mais, mas enfrentei todas BEM, dei copinho quando precisava, Davi não sabe o que é mamadeira.  Mas chupeta, eu ainda estava em dúvida, e dei. PTive candidíase mamilar, pois deixava-o "chupetar" no peito antes de dar chupeta . Além disso ele tinha muita cólica, mas percebi que com 4 meses ele podia continuar tranquilo sem ela, só usei como recurso "terapeutico" devido estar impossibilitada de deixá-lo no peito para acalmá-lo  devido a candidíase mamilar, quando a fase da cólica passou eu tirei. 

Desmamei o Davi naturalmente com 1 ano.

Cesaria necessária do Felipe

Acertei na médica, acertei "mais" nas procuras no Dr. Google, e me informei mais. Felipe não tinha nenhuma restrição ao parto normal, a não ser meu medo por ter tido uma cesaria anterior  e romper útero sei lá... eu acho que mesmo na internet tem muito mais informação distorcida do que certa ainda... mas em todo caso fui até o fim com apoio da médica.



Era junho, mês das festas juninas... o tampão mucoso saiu então eu sabia que tinha era mesmo que andar, sair, fazer unha, cabelo, sem pressa. Ficar em casa só iria atrasar o trabalho de parto e fui passear no shopping, fui nas festas juninas por aí e então depois de 2 dias entrei efetivamente em trabalho de parto num domingo a noite por volta das 22h ... quando vinham as contrações eu não sabia se ria ou chorava (rs) e curti meu inicio de trabalho de parto sossegada. Quando era 4h da manhã as dores eram mais intensas, mas suportávies eu liguei para meu pai ir em casa para eu ir na maternidade só pra ver se estava tudo ok. E então quando estava para entrar no carro com meu marido, sangrei... sangrei muito e apavorei, não sentia mais o bebê mexer e corremos ao hospital. Me internaram na hora, tive descolamento de placenta, então conferiram se o bebê estava bem e o coração estava batendo NORMALMENTE.... isso me tranquilizou...
Não vou repetir como foi, pois foi exatamente igual a outra cesaria, porém PIOR, pois me deixaram das 5h as 6h sentada na maca no centro cirurgico, era troca de turno, ninguém nem aí comigo ali, tendo contrações horríveis deitada ...  nem meu marido podia ficar comigo. O anestesista chegou e nem aí para minha preocupação, o que me tranquilizou foi saber que meu bebê estava bem. Ou seja, tudo foi parecido, meu marido só entrou no centro cirúrgico quando eu já estava toda cortada... depois da cirurgia que, devido ao meu stress fiquei mais tempo na recuperação 4horas mais ou menos recebendo cobertores e soro morno.

detalhe: paguei tudo particular e tive este tipo de atendimento, imaginem...

As medicações pós- parto me deixaram bem mal, fortíssimas, mas tudo bem... amamentei muito e isto foi ótimo.

Com o Felipe, DERAM chupeta e mamadeira para ele, minha mãe deu... eu voltei a trabalhar cedo e minha mãe ficava com ele e não aceitava dar no copo, achava besteira, tinha medo do bebê engasgar, não se adaptou de forma alguma, e então depois de tanto discutir acabei aceitando. Eu fazia manobras inacreditáveis para chegar a tempo de amamentá-lo, mas nem sempre era possível. Tirei assim que pude. Ele desmamou mais cedo por causa da mamadeira isso foi FATO, com 7 meses não queria mais peito. Com 8 meses ele foi para o copo, a transição mamadeira copo foi mlehor do que eu imaginava e não chupava mais chupeta. 

E hoje pelo fato dos meus filhos terem usado chupeta eu digo, é desnecessário insistir nela. A mamadeira para quem amamenta é DESNECESSÁRIA mesmo... sai do peito para o copo é bem possivel e nem é trabalhoso.

O que tem que ter de sobra é paciencia, perseverança e muito, muito amor!

Então eu digo que hoje conheço bem os dois lados da moeda e posso dizer com propriedade e convicção o que defendo é o melhor para a mãe e para o bebê, sou radical? NÃO, cada mãe sabe seu limite.  Eu NÃO sou contra mãe alguma. Minha BRIGA é contra a cultura, comércio e ganância que fazem da cesária um ato ELETIVO fora de sua função inicial, que usam da CHUPETA E MAMADEIRA de forma desenfreada e consumista. 
E que a cesaria é necessária em ALGUNS casos para salvar vidas, que a chupeta deve ser feita em RAROS casos e com acompanhamento do profissional para saber o momento certo de tirá-la e a mamadeira a mesma recomendação, EM  ULTIMO CASO depois de tentar todas as alternativas existentes hoje em dia!

Mas acima de tudo, e muita gente não compreende é que falar dos riscos da cesaria, estimular parto normal, não aceitar chupeta e mamadeira  e apoiar a amamentação é dever do profissional da saúde e nem é desrespeito a quem não amamentou, quem fez cesaria, quem não quer PN, que  dá chupeta ou mamadeira. Da mesma forma que existe radicalismo de um lado EXISTE do outro lado, então respeito é bom e todo mundo gosta.

Respeitar é o principio da humanização...