quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A importância dos dentes de leite


Por serem temporários, muitos pais não se importam muito com os dentes de leite de seus filhos, talvez por não entenderem sua importância. Mesmo sabendo que um dia vão cair, os dentes dos pequenos não podem ser negligenciados, o que causaria prejuízos à saúde bucal das criançcas, lembrando que a boca é o portal da nossa saúde e dos nossos filhos não é diferente. Além disso, um dente de leite comprometido seriamente por um processo de cárie poderá levar a uma infecção, acarretando a má-formação do dente permanente (além da que pode causar à criança). Então vamos cuidar bem dos dentinhos dos nossos filhos pois não há nada mais lindo do que um belo sorriso infantil.
Os dentes decíduos ou de leite são importantes e ressalto aqui suas principais finalidades:
·         Mastigação.
 Os dentes, mesmo os temporários são fundamentais para mastigação o que facilita a digestão
·         Manter o espaço para os dentes permanentes
Os dentes de leite servem de guia para o bom posicionamento dos dentes permantentes futuros direcionando-os para que nasçam em posição adequada.
·         Fala.
Os dentes auxiliam as crianças a falar bem e a pronunciar bem as palavras
·         Desenvolvimento da face.
Os dentes ajudam no crescimento e desenvolvimento das estruturas ósseas da face como também de seus musculos.
·         Estética
Os dentes presentes e saudáveis na boca da criança permitem um belo sorriso, melhora a aparecia e influencia na auto estima positiva.

Por isso, os cuidados com a primeira dentição das crianças é fundamental e deve ser iniciada logo que erupcionam (nascem) os primeiros dentinhos por volta dos 6 meses de idade. Levá-los para prevenção odontologica estimula estas criançcas desde novinhas a tomarem gosto em cuidar dos dentes. Quanto as dificuldades em casa na hora da higiene bical o odontopediatra poderá auxiliar os pais como amenizar este processo da melhor forma possível. E a criança já vai acostumando com a importancia de cuidar de si e da sua saúde bucal.

Meu filho range os dentes e agora?



E aquela aflição quando de repente na madrugada você escuta seu filho apertar os dentes diversas vezes involuntariamente dormindo? O que poderá ser? O que fazer?

Os bebezinhos na idade de erupção dentária (“nascimento” dos primeiros dentes) costumam estranhar este episódio e grande parte deles rangem os dentes principamente durante o dia. Este fenômeno até a erupção de todos os dentinhos de leite (são 20 no total) costuma ser normal. Preocupa-se quando este ranger dos dentes acontece involuntariamente no período noturno quando a criança dorme. Neste caso é interessante investigar, pois a longo prazo, o apertamento dos dentes pode causar prejuízos.

Quando as crianças (ou adultos) rangem os dentes, vários músculos da face se contraem e a força mastigatória é dez vezes maior que a mastigação usada para mastigar alimentos duros. Um dos sinais, além do barulho nas madrugadas, é o desgaste anormal dos dentes, fraturas no esmalte dentário, hipertrofia de um músculo chamado masseter. O diagnóstico pode ser feito pelo dentista ou até mesmo por médicos como neurologistas e otorrinolaringologistas pois alguns sintomas são dor de cabeça, dor de ouvido, alterações no sono entre outros.

O Bruxismo, nome dado ao apertamento dos dentes, é uma disfunção multipla em termos de causas e consequências, vale a pena consultar realmente por estes especialistas. Do ponto de vista odontológico algumas conformações incorretas nas arcadas podem provocar a disfunção, não permitindo que os dentes se ajustem bem precisando de uma avaliação ortodontica (dentista especialista em aparelhos) podendo ser indicado placas de acrílico.

Fatores emocionais estão diretamente envolvidos com as causas do bruxismo. O perfil das crianças com bruxismo são: crianças perfeiccionistas, crianças ansiosas, crianças hiperativas, crianças agitadas.
Estudos relacionam bruxismo com verminose, então o primeiro sinal deste distúrbio é interessante os pais ou responsáveis consultar um pediatra e avaliar se a criança está com vermes. Pode-se fazer também compressa de água morna nos musculos da face antes de dormir. Chá relaxante como camomila, pode ser dado a criança sem açucar a noite também. E estimular esta criança a se alimentar de alimentos crus (como por exemplo, maçã, cenoura, verduras, beterraba ralada) para exercitar a mastigação.

Uma consulta ao odontopediatra também pode ser bem vinda! 

Meu bebê chora para escovar os dentes. Pode traumatizar?



O choro é o mecanismo de defesa do bebê ou da criança. O medo do desconhecido é esperado sendo  normal até certa idade. O bebê e até mesmo as crianças maiores tendem a chorar diante de situações novas. No caso dos bebês até 3 anos, para higiene bucal, seja em casa ou no consultório, costuma-se segurá-los, pois não costumam entender o que está acontecendo e mesmo que entendam estão na fase oral, onde a boca é super valorizada.

Os procedimentos realizados nas consultas preventivas são indolores e por isso não causam traumas psicológicos nas crianças. A palavra “trauma” de dentista” é meramente CULTURAL. Passa de pai pra filho. Os pais, muitas vezes chegam com uma ansiedade negativa (por experiências negativas do passado ou mesmo pelas crenças de que dentista é sinônimo de dor). A dica é não  antecipar detalhes sobre a consulta para o seu filho, ou se o fizer, faça de forma positiva como dizer que ele vai conhecer o dentista que é um amigo que cuidará muito bem dos dentinhos, deixando a boquinha cheirosa. Exclua do vocabulário palavras como “dor”, “choro”, “injeção”, “agulha”, ou expressões como “Não vai doer”.  Deixe que o odontopediatra conduza a consulta da maneira mais lúdica e adequada possível para a idade do paciente.

Costumo fazer duas comparações: Se você for levar seu filho pela primeira vez numa piscina de bolinhas num buffet infantil, o que dirá a ele antes??? Com certeza algo positivo. Porque não fazer o mesmo com a consulta ao odontopediatra? Também se for trocar a fralda do seu bebê e ele se espernear, chorar, gritar, vai deixá-lo sujo? Por acaso alguém que você conhece é traumatizado por ter sido segurado para trocar as fraldas? E garanto que várias vezes a necessidade de segurar o bebê para trocá-lo é inevitável. A mesma coisa acontece com a higiene bucal do bebê em casa, ou no consultório, muitas vezes, precisa segurar !!!

Com o tempo e o amadurecimento, as crianças estabelecem uma imagem positiva do hábito de higienizar os dentes e a  amizade e confiança com o odontopediatra acontece.

Os retornos serão adequados a proposta dos programas preventivos que existem, muitos deles chegam a quase 100% de sucesso contra cáries, procure se informar. O sucesso das propostas dependerá da motivação dos pais e pacientes e a meta final é que a criança cresça saudável e livre de cáries.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Selantes nos dentes não são mágicos !!!

Antes de ingressar na faculdade de odontologia eu já ouvia que o selante era usado na prevenção de cáries, e eu imaginava que ele (o selante) podia ser MÁGICO ! Achava que seria uma camada de proteção que se aplicava nos dentes e pronto, estava protegido.

Na faculdade, a gente aprende que não é bem assim.... rs

Muitos pais me procuram e pedem para que eu aplique o selante para que as crianças não tenham cáries. Como se o selante fosse mágico mesmo...da mesma forma que eu imaginava ser.

Por isso resolvi esclarecer.

Nenhum produto químico, seja ele pasta dental, antisséptico bucal, selante, flúor usado pode fazer o que a velha e tradicional ESCOVA DE DENTE faz . A remoção mecânica da placa de bactérias nos dentes feita pela escova dental é insubstituível  e isso faz dela nossa melhor ferramenta contra as cáries.

Materiais químicos usados pelos dentistas como flúor e selante são usados com indicações precisas e já são considerados tratamento, não mais prevenção. Prevenção é profilaxia profissional, orientação de higiene bucal, escovação caseira eficiente com fio dental, conscientização da importância disso. Se os dentes estão saudáveis com anatomia dental adequada não há necessidade de se aplicar flúor e muito menos selante.

O flúor é eficaz quando o dente perde aquele brilho natural, quando aparecem manchas brancas que são os primeiros sinais de cárie ativa. Neste caso o flúor é utilizado para remineralizar o dente, ou seja, ele dá uma "força" para que o dente volte a sua forma saudável.

O selante resinoso muito utilizado na década de 90, é uma resina (material restaurador) fluida, o líquido penetra nas fóssulas e fissuras (vide imagem) deixando-as menos profundas. Porém, caso o dente não seja bem higienizado é comum acontecer infiltração de bactérias e estas prejudicarem as estruturas do dente por debaixo do selante resinoso, provocando a cárie oculta (que não enxergamos a olho nu, somente por RX ou quando a doença já estivesse avançada). Desta forma, este tipo de selante passou a ser usado com mais cautela.




Recentemente, um material muito usado como selante é uma material chamado "ionômero de vidro", usado especialmente em odontopediatria pode ser aplicado como selante em dentes decíduos (de leite) ou permanentes jovens e tem tido ótimos resultados quando bem indicado (para fóssulas e fissuras profundas, por exemplo) e com uma BOA orientação de higiene bucal.

Portanto, não se deve relaxar a higiene bucal quando feito o selante, ela deve ser igual a higiene feita antes do selante ou melhor!



segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Condicionamento psicológico infantil no Consultório Odontológico

O Dentista em toda nossa história esteve associado com sentimento de MEDO, ANSIEDADE NEGATIVA, ANGÚSTIA e HORROR

No entanto devemos compreender que a odontologia moderna proporciona conforto e bem estar aos seus pacientes, mesmo em situações de desconforto diante de um tratamento curativo invasivo.

A odontologia evoluiu tanto que HOJE a odontopediatria, antes especialidade desvalorizada passa a ser fundamental para o sucesso da saúde bucal.

Hoje, sabe-se que o segredo é EDUCAR os filhos para uma higiene bucal adequada, com escovas altamente eficientes, com a frequencia periódica ao dentista é um hábito rotineiro que deve ser implantado na cultura de nosso país e do mundo.



As escolas conscientes já possuem esta visão de educação para higiene bucal e já conduzem suas crianças a enxergar que o dentista deverá fazer parte de sua vida como a propria escola para assim prevenir o desconforto (pois hoje sofrimento não existe mais na odontologia) de um tratamento odontológico futuro.

Então percebe-se que a geração atual que já esteve criança em clinicas odontologuicas infantis AINDA tem medo, pois quando eram levados ao consultório odontopediatrico já era para tratamento, e já vivenciaram o desconforto em estar presente num tratamento.

Mas ainda sim levam seus filhos para que seja feita a prevenção! 

A prevenção começa com o condicionamento psicológico desta criança ao ambiente clinico. Quanto menor for a idade desta criança e quanto for maior a frequência desta nos retornos ao dentista haverá um sucesso maior e consequentemente o desconforto dará lugar ao BEM ESTAR físico e emocional desta criança que se tornará um adulto sem medos e seguros da higiene bucal.



Muitos pais se frustam ao levar seus filhos pela primeira vez ao consultório e quando bebês choram muito, pois estão na fase oral e incomoda o fato de alguém desconhecido (ou conhecido, pois os pais mesmos tem dificuldade em higienizar os dentes da criança) mexer na boca deles. Quando a criança já é maior, muitas vezes ela SENTE o medo e angustia dos pais e refletem isto durante a consulta, uma ansiedade negativa com medo do desconhecido. É comum o pai chegar na clinica e dizer: "Não vai doer, não, viu filha(o)" ...

Ou seja... quem está dizendo pra ela que "pode ser que doa" é o proprio pai ou mãe...

A criança precisa criar vínculo com o profissional, se familiarizar com o ambiente, precisa olhar, sentir, pegar na mão os instrumentos,se sentir a vontade na cadeira e para isto o odontopediatra precisa de TEMPO e muitas vezes os pais não compreendem que este TEMPO não dura um dia... dura o ritmo desta criança.

A prevenção traz satisfação, o lúdico deve estar presente e o tempo deve ser respeitado e o bem estar se instala neste contexto naturalmente só não pode interromper este processo.

E para finalizar só a título e FORMAÇÃO, segue o retirei do link abaixo:
(http://www.odontologiainfantil.8m.com/publicacoesa19.htm)

TIPOS DE CONDICIONAMENTOS OPERANTE
Reforço Positivo
Se uma consequência agradável segue uma resposta, a resposta foi positivamente reforçada, e o comportamento que levou a essa consequência agradável se torna mais provável no futuro.
Reforço Negativo
Envolve o afastamento de um estímulo desagradável após uma resposta. Ela meramente se refere ao fato de que a resposta que é reforçada é uma resposta que leva à remoção do estímulo indesejável.
Omissão
Envolve a remoção de estímulos agradáveis após uma resposta particular. Pelo fato das crianças estarem aptas a chamar a atenção de outros como estímulo agradável, negar atenção após um comportamento indesejável é um uso de omissão que provavelmente reduz este comportamento.
Punição
Ocorre quando um estímulo desagradável está presente após uma resposta. Isso diminui a probabilidade de que o comportamento que ativou a punição ocorra no futuro.


beijos

Karina

Encontro de BEBÊS OUTUBRO de 2011 !!!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Meus filhos nasceram de cesaria, usaram chupeta e um usou mamadeira !

Hoje eu defendo o parto normal e a amamentação muito mais do que antes...

O que me faltou foi preparo, apoio, confiança e empoderamento na época. É por isso que HOJE eu, como profissional da saúde, procuro buscar informação correta sobre o assunto, apoiar a maternidade consciente e o empoderamento da mulher, pois já me senti vítima como mãe e me sinto por conta disso responsável como profissional para mudar paradigmas e quebrar tabus.

Ahhhh.... se eu tivesse a vivência e conhecimento de hoje, muito coisa podia ter sido diferente, mas foi bom que aconteceu, nada é por acaso nesta vida!

Cesaria eletiva do Davi

Eu desejei parto normal, Eu achava que estava preparada, eu achava que sabia como proceder diante de um trabalho de parto, eu procurei obstetras para fazer meu parto colocando toda expectativa neles... minhas expectativas eram nas consultas de ultra-som e no Dr. Google, este que muitas vezes me mostrava assuntos maravilhosos sobre parto normal e outras vezes histórias bem tristes e de insucesso. Meu primeiro erro foi colocar toda expectativa no médico, pois o médico faz a cesaria, mas o parto normal ele só assiste quem faz é a mulher e o bebê... esta parte eu ainda não sabia... 
Fiz todos os cursos de todos hospitais e como coloquei todas expectativas nos obstetras mudei... mudei 5 vezes de médico. E ainda sim, depois de descobrir que meu bebê era ENORME e tinha circular de cordão eu apavorei... fui crente que meu obstetra ecolhido (em outra cidade) fosse me tranquilizar, já que havia lido que circular de cordão não era indicação de cesaria... ele me aterrorizou ainda mais para o parto normal e me tranquilizou de tal forma para uma cirurgia de cesaria que me fez acreditar que seria melhor mesmo. E então esta foi agendada com meu filho ainda 38 semanas.

Um sensação estranha estar numa maca, sendo levada ao centro cirúrgico, tudo muito gelado, todos estranhos, a insegurança aumentava, e o ponto de interrogação ??? passa tanta coisa na cabeça e a vontade de ter seu marido ao seu lado é muito grande, mas infelizmente ele entrou quando eu já estava anestesiada, deitada amarrada, com soro e que mal podia ver se era ele mesmo. E então eu só ouvia, e tentava ver alguma coisa pelo refletor do centro cirurgico. A pior sensação que senti, a mais horrível foi não sentir as pernas,  e quando ele nasceu? Eu fui a última a vê-lo, descreveram ele antes de tudo: "É lindo", "É um meninão", "ele chora forte"... "parabéns mamãe", eu o vi meio de ponta cabeça  e então preocupadíssma tentei ver o pediatra examinando ele... "ele está bem?" perguntei várias vezes... E então após alguns minutos trouxeram ele aqui pertinho e ele parou de chorar, foi lindo? LÓGICO que foi! Foi maravilhoso! Poderia ter sido melhor? acredito que sim... mas foi bom!
Aí meu marido foi tirado da sala, médico, auxiliar, anestesista...foi ficando tudo gelado novamente, eu não mexia minhas pernas, e só ficou eu, o bebê no bercinho ao meu lado e eu só podia olha-lo mais nada... e ficou uma enfermeira arrumando a sala para outra cirurgia, pedi para que ela me ajudasse a amamentar ali mesmo no centro cirúrgico, ela pegou o bebê colocou no meu peito e saiu de perto......... acreditem se quiser foi assim mesmo.... imaginem a cena: EU deitada anestesiada meio corpo, com soro e com um bebê batendo a cabeça nas minhas mamas e chorando no meu colo SOZINHA... ele ficou roxo, roxo... e eu não podia fazer nada, então gritei: "ENFERMEIRA"  ela veio e disse, ai meu Deus, ele está cianótico, vai para UTI e lá ele ficou 30 min. Me encheram de cobertor  e fiquei só, pensei tanto na vida....


Não entendo como tem mãe que diz que passar por estes procedimentos todos é tranquilo... algumas pode ter sido menos pior que a minha, outras piores, mas de uma maneira ou de outra todas as cesarias passam por este protocolo e não é nada, mas nada mesmo agradável.

Bom, eu graças a Deus estava empoderada para amamentar e a gente sente que está preparada mesmo e que quer aquilo, neste caso eu amamentei maravilhosamente bem, tive algumas dificuldades que me fizeram aprenser mais, mas enfrentei todas BEM, dei copinho quando precisava, Davi não sabe o que é mamadeira.  Mas chupeta, eu ainda estava em dúvida, e dei. PTive candidíase mamilar, pois deixava-o "chupetar" no peito antes de dar chupeta . Além disso ele tinha muita cólica, mas percebi que com 4 meses ele podia continuar tranquilo sem ela, só usei como recurso "terapeutico" devido estar impossibilitada de deixá-lo no peito para acalmá-lo  devido a candidíase mamilar, quando a fase da cólica passou eu tirei. 

Desmamei o Davi naturalmente com 1 ano.

Cesaria necessária do Felipe

Acertei na médica, acertei "mais" nas procuras no Dr. Google, e me informei mais. Felipe não tinha nenhuma restrição ao parto normal, a não ser meu medo por ter tido uma cesaria anterior  e romper útero sei lá... eu acho que mesmo na internet tem muito mais informação distorcida do que certa ainda... mas em todo caso fui até o fim com apoio da médica.



Era junho, mês das festas juninas... o tampão mucoso saiu então eu sabia que tinha era mesmo que andar, sair, fazer unha, cabelo, sem pressa. Ficar em casa só iria atrasar o trabalho de parto e fui passear no shopping, fui nas festas juninas por aí e então depois de 2 dias entrei efetivamente em trabalho de parto num domingo a noite por volta das 22h ... quando vinham as contrações eu não sabia se ria ou chorava (rs) e curti meu inicio de trabalho de parto sossegada. Quando era 4h da manhã as dores eram mais intensas, mas suportávies eu liguei para meu pai ir em casa para eu ir na maternidade só pra ver se estava tudo ok. E então quando estava para entrar no carro com meu marido, sangrei... sangrei muito e apavorei, não sentia mais o bebê mexer e corremos ao hospital. Me internaram na hora, tive descolamento de placenta, então conferiram se o bebê estava bem e o coração estava batendo NORMALMENTE.... isso me tranquilizou...
Não vou repetir como foi, pois foi exatamente igual a outra cesaria, porém PIOR, pois me deixaram das 5h as 6h sentada na maca no centro cirurgico, era troca de turno, ninguém nem aí comigo ali, tendo contrações horríveis deitada ...  nem meu marido podia ficar comigo. O anestesista chegou e nem aí para minha preocupação, o que me tranquilizou foi saber que meu bebê estava bem. Ou seja, tudo foi parecido, meu marido só entrou no centro cirúrgico quando eu já estava toda cortada... depois da cirurgia que, devido ao meu stress fiquei mais tempo na recuperação 4horas mais ou menos recebendo cobertores e soro morno.

detalhe: paguei tudo particular e tive este tipo de atendimento, imaginem...

As medicações pós- parto me deixaram bem mal, fortíssimas, mas tudo bem... amamentei muito e isto foi ótimo.

Com o Felipe, DERAM chupeta e mamadeira para ele, minha mãe deu... eu voltei a trabalhar cedo e minha mãe ficava com ele e não aceitava dar no copo, achava besteira, tinha medo do bebê engasgar, não se adaptou de forma alguma, e então depois de tanto discutir acabei aceitando. Eu fazia manobras inacreditáveis para chegar a tempo de amamentá-lo, mas nem sempre era possível. Tirei assim que pude. Ele desmamou mais cedo por causa da mamadeira isso foi FATO, com 7 meses não queria mais peito. Com 8 meses ele foi para o copo, a transição mamadeira copo foi mlehor do que eu imaginava e não chupava mais chupeta. 

E hoje pelo fato dos meus filhos terem usado chupeta eu digo, é desnecessário insistir nela. A mamadeira para quem amamenta é DESNECESSÁRIA mesmo... sai do peito para o copo é bem possivel e nem é trabalhoso.

O que tem que ter de sobra é paciencia, perseverança e muito, muito amor!

Então eu digo que hoje conheço bem os dois lados da moeda e posso dizer com propriedade e convicção o que defendo é o melhor para a mãe e para o bebê, sou radical? NÃO, cada mãe sabe seu limite.  Eu NÃO sou contra mãe alguma. Minha BRIGA é contra a cultura, comércio e ganância que fazem da cesária um ato ELETIVO fora de sua função inicial, que usam da CHUPETA E MAMADEIRA de forma desenfreada e consumista. 
E que a cesaria é necessária em ALGUNS casos para salvar vidas, que a chupeta deve ser feita em RAROS casos e com acompanhamento do profissional para saber o momento certo de tirá-la e a mamadeira a mesma recomendação, EM  ULTIMO CASO depois de tentar todas as alternativas existentes hoje em dia!

Mas acima de tudo, e muita gente não compreende é que falar dos riscos da cesaria, estimular parto normal, não aceitar chupeta e mamadeira  e apoiar a amamentação é dever do profissional da saúde e nem é desrespeito a quem não amamentou, quem fez cesaria, quem não quer PN, que  dá chupeta ou mamadeira. Da mesma forma que existe radicalismo de um lado EXISTE do outro lado, então respeito é bom e todo mundo gosta.

Respeitar é o principio da humanização...